sábado, 10 de abril de 2010

SAMARA FELIPPO na CAPA de 2 ANOS da REVISTA TAL! UM ARRASO! Confira entrevista na íntegra:


Bem humorada, linda e talentosa!
Seu objetivo era tornar-se ginasta, mas decidiu estudar teatro para perder a inibição. Aos 17 anos desistiu de prestar vestibular para Informática, ao obter uma vaga na Oficina de Atores da Rede Globo de Televisão. No início de 1997, participou do quadro “Estrela por um Dia”, no programa “Domingão do Faustão”, e seu desempenho foi considerado excelente! Naquele mesmo ano, Samara fez sua estréia na novela Anjo Mau, da Globo, quando deu início à sua carreira de sucesso!
Hoje, aos 32 anos, ela mora com sua linda filha Alicia, de 8 meses, no Rio de Janeiro, onde nos recebeu para este delicioso bate-papo...

Como está a vida de mãe? Você esperava que fosse tão boa?
Esperava sim. Minhas amigas que já tinham filhos estavam sempre “no céu”. Só falavam coisas boas. Então, eu não esperava outra coisa. É muito cansaço, muita preocupação, mas é a melhor coisa do mundo! Sou mãezona.

Você sonhava em ser mãe?
Eu sempre sonhei. Sempre falei que iria me casar, ter filhos... Tem mulher que opta por não ter filhos, mas eu sempre quis. Minha família sempre foi muito grande, com muitos primos. Meu pai era muito animado, meus natais foram sempre muito animados, as festas de Ano Novo sempre tiveram muito essa coisa de família, por isso sempre sonhei em ter filhos. Não sabia nem quando, nem com quem, mas queria... (risos)

E como surgiu o Leandrinho nessa história?
O Leandro surgiu na minha vida da maneira mais engraçada e menos obvia possível. Eu estava há bastante tempo sozinha, me amando, amando estar sozinha. Tinha saído de um relacionamento no qual tinha comido o pão que o diabo amassou.
Muitas pessoas não fazem isso, elas emendam um relacionamento no outro e não dão aquela “zerada”. Eu consegui, e é muito bom. Então, eu não dava satisfação pra ninguém, eu ia pra onde eu queria, e estava curtindo muito aquela fase.
Aí, um dia, estava numa boate, e uma amiga minha me apresentou o Leandrinho. Eu nunca tinha visto basquete na minha vida e não sabia quem era o Leandro. Ele pediu meu telefone para minha amiga, e mandei dizer que não podia dar. Mas, de alguma forma, ele conseguiu o meu número e me ligou. Fui super grossa com ele, porque não queria ninguém me aborrecendo. Mas o Leandro foi me amolecendo, ele é uma pessoa que tem esse dom.
Mas, naquele primeiro contato eu fui muito bravinha. Perguntava como ele tinha conseguido meu telefone, porque estava me ligando sem autorização... Mas ele foi me quebrando, foi batendo papo e dizendo que tinha me adorado. Trocamos msn e ficamos batendo papo, e fui achando ele gente boa. Uma amiga que temos em comum só falava bem dele, dizia que ele era “pra casar”. E eu dizia que não, que era pra esquecer isso. “Ele é gente boa, que bom, então vamos conversar”, eu pensava.
Eu estava no elenco de uma peça naquele momento, e me apresentava todos os finais de semana, e, durante uma conversa, ele me disse que, quando eu quisesse ir pros EUA, era só ir, que a porta da casa dele estava aberta. Eu disse que era impossível, porque estava com a peça em cartaz todo final de semana. Mas o espetáculo foi cancelado em duas cidades, em dois finais de semana seguidos. Falei: “Quer saber? Vou viajar”. Ai liguei pra Gis, minha amiga, e a convidei pra ir comigo. Quando chegamos no aeroporto, o passaporte dela estava vencido, e eu acabei indo sozinha.

Então era pra ser, Samara...
É... o Leandro foi me cercando de carinho e fui convivendo com um cara muito bacana, pé no chão. Por mais que ele seja bem sucedido, ele não viaja nas estrelas. Fiquei muito encantada com ele.

E os planos com ele e com a Alicia?
Eu não faço planos. A única coisa certa que a gente tem é que ele quer terminar a carreira dele aqui no Brasil. Mas ele está com 27 anos, e tem pelo menos mais sete anos de carreira. Não sei o que vou fazer. Não vou dizer que vou largar minha carreira, muito menos que nunca vou para lá. Eu amo minha família, mas estou numa balança louca, porque também amo meu trabalho. Amigas minhas já disseram que se fossem eu, já teriam ido embora pros EUA há muito tempo.
A gente não planejou um filho, mas também não foi um acidente. E quando a gente começou a falar em ter um filho, pensamos nisso. Mas ele nunca me pressionou, porque eu amo minha vida aqui. E o meu trabalho também me dá essa liberdade. Curti minha gravidez toda, e não me colocaram ainda para trabalhar porque sabem que eu estou com a Alicia pequenininha, mas já estou pronta, louca pra voltar.

Sua filha protagonizou a Campanha Nacional de doação de leite materno. Você vai mostrar sua filha apenas em causas nobres como esta, ou você é daquelas mães que não liga em expor o filho na mídia, já que você é uma pessoa pública?
Eu também fiquei muito dividida com relação a isso. As pessoas ficam muito curiosas para ver. A primeira vez que ela apareceu foi na campanha de amamentação, ainda era muito pequenininha, mas achei uma causa bacana. Acho que não preciso ficar expondo. Não sou também dessas de ficar posando para tudo e para todos. E, recentemente, fiz uma matéria com ela para a Revista Caras. Acho que funciona como uma cota. Já conheceram, mataram a curiosidade? Agora não precisa mais. Eu poderia pegar fotos da Alicia e colocar no blog, no twitter, mas eu não faço isso. Não vou sair bombardeando a Alicia na mídia. A minha profissão expõe a mim, e não a minha filha.

No começo da sua carreira você pensava em ser ginasta, acabou indo para o teatro e depois para a oficina de atores da Globo. Até onde foi escolha e até onde você acha que foi destino?
Eu contei muito com o fator sorte. Eu tinha dezoito anos e era uma menina do subúrbio. Como muitas meninas de hoje em dia, não acreditava que eu poderia chegar aonde cheguei. Não que não acreditasse em mim, mas eu não queria ir tão longe: TV Globo e novela... Eu acredito em destino! Eu sempre estava no lugar certo, na hora certa, fazendo a coisa certa. E fui conhecendo as pessoas, fazendo testes e dando sorte do tipo “a personagem é a sua cara”. Inclusive, quando fiz o teste do Domingão do Faustão, o “Estrela por um dia”, tinha uma menina que fazia oficina comigo e era uma das melhores atrizes, só que aquele papel não tinha nada a ver com o perfil dela. Não que eu não tivesse meu talento, mas naquele momento tudo se encaixou.

Você acha, então, que algumas coisas fogem da nossa capacidade de escolha...
Sim. Eu fui para a televisão de uma forma muito inusitada. Eu estava dançando num programa de televisão, e entre o júri de calouros tinha uma mulher que trabalhava com isso. Entre treze garotas, ela olhou pra mim e me perguntou “Por que você não faz teatro?”. Quando acabou o programa eu fui para o camarim, com minha mãe, e a mulher me deu um cartão, e disse que tinha a oficina de atores, e que era para eu procurar, para fazer um teste. Dali deu um estalo, comecei a fazer teatro no colégio, começou a coçar o “bichinho do teatro”, e fiquei apaixonada por aquele mundo onde eu poderia fingir ser um monte de coisas...

Qual a dica que você dá para as meninas que querem seguir essa carreira?
Ter atitude. Procure cursos, se dedique àquilo que você quer. Vou falar a coisa mais clichê do mundo: nada é impossível! Se você sonha com isso, corra atrás. É traçar um objetivo. Quando eu vi a possibilidade, a impossibilidade deixou de existir. Eu via que poderia estar ali, não era uma coisa abstrata, e eu sou capaz, por que não? Mas onde eu morava não tinha recursos, eu não era bem formada, então fui procurando abrir a mente, procurando coisas para focar, para crescer e ir até aonde queria.

Qual foi o momento mais difícil da sua vida?
A perda do meu pai.

E o melhor?
O nascimento da Alicia, a entrada da Alicia na minha vida. Parece que abre o coração. Você fica mais paciente, menos egoísta, mais medrosa. Antes, se eu batesse o carro, seria eu quem iria me machucar, hoje, se eu me arranho, já penso na minha filha.

Uma mulher e um homem que você admira no campo pessoal, e uma mulher e um homem que você admira no campo profissional...
No pessoal, minha mãe. Lutadora, mãezona, está comigo até hoje e me ajuda muito com a Alicia. É uma avó babona... E meu pai. Meus pais são meus heróis. Pela minha criação, pela educação que eu tive. Eu não fui pobre, mas também não tive luxo. Eu devo muito a eles, pelo que sou hoje. Criar filho é muito difícil. Por isso admiro todos os pais e mães. Agora, no campo profissional, sou apaixonada pelo Manoel Carlos. Li numa matéria que ele iria parar de escrever. Mas eu queria tanto fazer uma novela dele. Me deu uma angústia de saber que ele vai parar de escrever, porque queria muito trabalhar com ele. E uma mulher que admiro bastante, é uma atriz jovem, que até comentavam que eu parecia com ela: a Claudia Abreu. Ela é muito talentosa, faz um trabalho maravilhoso, e fez um plano de vida para ela muito bom. Ela não deixa a vida pessoal ir de frente com a profissão, não entra nesse mundo de fofoca... Admiro a maneira como ela conduziu a trajetória dela, esse paralelo entre a vida pessoal e a profissional.

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