Estamos nos aproximando da Copa do Mundo, que neste ano acontecerá na África do Sul, o que justifica nossas páginas estarem recheadas de assuntos ligados a esse grande evento.
Na entrevista de capa, um “bate-bola” com meu tio Zito, um dos maiores craques do mundo: jogador que fez história no Clube do Santos nas décadas de 1950 e 1960, e foi bicampeão mundial pela seleção brasileira de futebol nos anos de 1958 e 1962.
Desde que tive a honra de confirmar “sua presença” nesta edição, resolvi, claro, chamar alguém especializado no assunto, para fazer a entrevista da Capa: O jornalista e amigo Fabrício Junqueira.
No bate-papo, em sua fazenda, Zito nos conta, com exclusividade um pouco dos bastidores desse esporte que é tão popular no Brasil, e revela-nos detalhes de sua convivência com outros grandes nomes do nosso futebol, como Pelé, Garrincha e Zagalo.
Também contamos com o dentista taubateano Daniel Sbruzzi, que é um dos fundadores do Bloco carnavalesco “Vai Quem Quer”, e destaque tanto na imprensa nacional quanto na internacional, como torcedor brasileiro assíduo das Copas do Mundo.
Além de tudo isso, você poderá conferir alguns eventos que badalaram a região, e mais duas entrevistas: uma com a Banda Blackommodoro e outra com a jornalista da TV Globo - Vale do Paraíba, Michelle Sampaio.
Seu objetivo era tornar-se ginasta, mas decidiu estudar teatro para perder a inibição. Aos 17 anos desistiu de prestar vestibular para Informática, ao obter uma vaga na Oficina de Atores da Rede Globo de Televisão. No início de 1997, participou do quadro “Estrela por um Dia”, no programa “Domingão do Faustão”, e seu desempenho foi considerado excelente! Naquele mesmo ano, Samara fez sua estréia na novela Anjo Mau, da Globo, quando deu início à sua carreira de sucesso!
Hoje, aos 32 anos, ela mora com sua linda filha Alicia, de 8 meses, no Rio de Janeiro, onde nos recebeu para este delicioso bate-papo...
Como está a vida de mãe? Você esperava que fosse tão boa?
Esperava sim. Minhas amigas que já tinham filhos estavam sempre “no céu”. Só falavam coisas boas. Então, eu não esperava outra coisa. É muito cansaço, muita preocupação, mas é a melhor coisa do mundo! Sou mãezona.
Você sonhava em ser mãe?
Eu sempre sonhei. Sempre falei que iria me casar, ter filhos... Tem mulher que opta por não ter filhos, mas eu sempre quis. Minha família sempre foi muito grande, com muitos primos. Meu pai era muito animado, meus natais foram sempre muito animados, as festas de Ano Novo sempre tiveram muito essa coisa de família, por isso sempre sonhei em ter filhos. Não sabia nem quando, nem com quem, mas queria... (risos)
E como surgiu o Leandrinho nessa história?
O Leandro surgiu na minha vida da maneira mais engraçada e menos obvia possível. Eu estava há bastante tempo sozinha, me amando, amando estar sozinha. Tinha saído de um relacionamento no qual tinha comido o pão que o diabo amassou.
Muitas pessoas não fazem isso, elas emendam um relacionamento no outro e não dão aquela “zerada”. Eu consegui, e é muito bom. Então, eu não dava satisfação pra ninguém, eu ia pra onde eu queria, e estava curtindo muito aquela fase.
Aí, um dia, estava numa boate, e uma amiga minha me apresentou o Leandrinho. Eu nunca tinha visto basquete na minha vida e não sabia quem era o Leandro. Ele pediu meu telefone para minha amiga, e mandei dizer que não podia dar. Mas, de alguma forma, ele conseguiu o meu número e me ligou. Fui super grossa com ele, porque não queria ninguém me aborrecendo. Mas o Leandro foi me amolecendo, ele é uma pessoa que tem esse dom.
Mas, naquele primeiro contato eu fui muito bravinha. Perguntava como ele tinha conseguido meu telefone, porque estava me ligando sem autorização... Mas ele foi me quebrando, foi batendo papo e dizendo que tinha me adorado. Trocamos msn e ficamos batendo papo, e fui achando ele gente boa. Uma amiga que temos em comum só falava bem dele, dizia que ele era “pra casar”. E eu dizia que não, que era pra esquecer isso. “Ele é gente boa, que bom, então vamos conversar”, eu pensava.
Eu estava no elenco de uma peça naquele momento, e me apresentava todos os finais de semana, e, durante uma conversa, ele me disse que, quando eu quisesse ir pros EUA, era só ir, que a porta da casa dele estava aberta. Eu disse que era impossível, porque estava com a peça em cartaz todo final de semana. Mas o espetáculo foi cancelado em duas cidades, em dois finais de semana seguidos. Falei: “Quer saber? Vou viajar”. Ai liguei pra Gis, minha amiga, e a convidei pra ir comigo. Quando chegamos no aeroporto, o passaporte dela estava vencido, e eu acabei indo sozinha.
Então era pra ser, Samara...
É... o Leandro foi me cercando de carinho e fui convivendo com um cara muito bacana, pé no chão. Por mais que ele seja bem sucedido, ele não viaja nas estrelas. Fiquei muito encantada com ele.
E os planos com ele e com a Alicia?
Eu não faço planos. A única coisa certa que a gente tem é que ele quer terminar a carreira dele aqui no Brasil. Mas ele está com 27 anos, e tem pelo menos mais sete anos de carreira. Não sei o que vou fazer. Não vou dizer que vou largar minha carreira, muito menos que nunca vou para lá. Eu amo minha família, mas estou numa balança louca, porque também amo meu trabalho. Amigas minhas já disseram que se fossem eu, já teriam ido embora pros EUA há muito tempo.
A gente não planejou um filho, mas também não foi um acidente. E quando a gente começou a falar em ter um filho, pensamos nisso. Mas ele nunca me pressionou, porque eu amo minha vida aqui. E o meu trabalho também me dá essa liberdade. Curti minha gravidez toda, e não me colocaram ainda para trabalhar porque sabem que eu estou com a Alicia pequenininha, mas já estou pronta, louca pra voltar.
Sua filha protagonizou a Campanha Nacional de doação de leite materno. Você vai mostrar sua filha apenas em causas nobres como esta, ou você é daquelas mães que não liga em expor o filho na mídia, já que você é uma pessoa pública?
Eu também fiquei muito dividida com relação a isso. As pessoas ficam muito curiosas para ver. A primeira vez que ela apareceu foi na campanha de amamentação, ainda era muito pequenininha, mas achei uma causa bacana. Acho que não preciso ficar expondo. Não sou também dessas de ficar posando para tudo e para todos. E, recentemente, fiz uma matéria com ela para a Revista Caras. Acho que funciona como uma cota. Já conheceram, mataram a curiosidade? Agora não precisa mais. Eu poderia pegar fotos da Alicia e colocar no blog, no twitter, mas eu não faço isso. Não vou sair bombardeando a Alicia na mídia. A minha profissão expõe a mim, e não a minha filha.
No começo da sua carreira você pensava em ser ginasta, acabou indo para o teatro e depois para a oficina de atores da Globo. Até onde foi escolha e até onde você acha que foi destino?
Eu contei muito com o fator sorte. Eu tinha dezoito anos e era uma menina do subúrbio. Como muitas meninas de hoje em dia, não acreditava que eu poderia chegar aonde cheguei. Não que não acreditasse em mim, mas eu não queria ir tão longe: TV Globo e novela... Eu acredito em destino! Eu sempre estava no lugar certo, na hora certa, fazendo a coisa certa. E fui conhecendo as pessoas, fazendo testes e dando sorte do tipo “a personagem é a sua cara”. Inclusive, quando fiz o teste do Domingão do Faustão, o “Estrela por um dia”, tinha uma menina que fazia oficina comigo e era uma das melhores atrizes, só que aquele papel não tinha nada a ver com o perfil dela. Não que eu não tivesse meu talento, mas naquele momento tudo se encaixou.
Você acha, então, que algumas coisas fogem da nossa capacidade de escolha...
Sim. Eu fui para a televisão de uma forma muito inusitada. Eu estava dançando num programa de televisão, e entre o júri de calouros tinha uma mulher que trabalhava com isso. Entre treze garotas, ela olhou pra mim e me perguntou “Por que você não faz teatro?”. Quando acabou o programa eu fui para o camarim, com minha mãe, e a mulher me deu um cartão, e disse que tinha a oficina de atores, e que era para eu procurar, para fazer um teste. Dali deu um estalo, comecei a fazer teatro no colégio, começou a coçar o “bichinho do teatro”, e fiquei apaixonada por aquele mundo onde eu poderia fingir ser um monte de coisas...
Qual a dica que você dá para as meninas que querem seguir essa carreira?
Ter atitude. Procure cursos, se dedique àquilo que você quer. Vou falar a coisa mais clichê do mundo: nada é impossível! Se você sonha com isso, corra atrás. É traçar um objetivo. Quando eu vi a possibilidade, a impossibilidade deixou de existir. Eu via que poderia estar ali, não era uma coisa abstrata, e eu sou capaz, por que não? Mas onde eu morava não tinha recursos, eu não era bem formada, então fui procurando abrir a mente, procurando coisas para focar, para crescer e ir até aonde queria.
Qual foi o momento mais difícil da sua vida?
A perda do meu pai.
E o melhor?
O nascimento da Alicia, a entrada da Alicia na minha vida. Parece que abre o coração. Você fica mais paciente, menos egoísta, mais medrosa. Antes, se eu batesse o carro, seria eu quem iria me machucar, hoje, se eu me arranho, já penso na minha filha.
Uma mulher e um homem que você admira no campo pessoal, e uma mulher e um homem que você admira no campo profissional... No pessoal, minha mãe. Lutadora, mãezona, está comigo até hoje e me ajuda muito com a Alicia. É uma avó babona... E meu pai. Meus pais são meus heróis. Pela minha criação, pela educação que eu tive. Eu não fui pobre, mas também não tive luxo. Eu devo muito a eles, pelo que sou hoje. Criar filho é muito difícil. Por isso admiro todos os pais e mães. Agora, no campo profissional, sou apaixonada pelo Manoel Carlos. Li numa matéria que ele iria parar de escrever. Mas eu queria tanto fazer uma novela dele. Me deu uma angústia de saber que ele vai parar de escrever, porque queria muito trabalhar com ele. E uma mulher que admiro bastante, é uma atriz jovem, que até comentavam que eu parecia com ela: a Claudia Abreu. Ela é muito talentosa, faz um trabalho maravilhoso, e fez um plano de vida para ela muito bom. Ela não deixa a vida pessoal ir de frente com a profissão, não entra nesse mundo de fofoca... Admiro a maneira como ela conduziu a trajetória dela, esse paralelo entre a vida pessoal e a profissional.
Esta edição com a Rosi Campos na CAPA foi um sucesso, claro! Uma diva, uma celebridade nacional de primeira categoria!
Que atriz! Que mulher, não é, gente?
Então, aí vão algumas fotos do nosso bate papo, em Sampa, na casa dela...
(fotos Caio Gallucci)
Entrevista, na íntegra:
UM CAFÉ COM ROSI CAMPOS
Que delícia, em pleno domingo, tomar café da manhã com ninguém mais, ninguém menos que Rosi Campos! Entre 11h da manhã e 1h da tarde, em sua aconchegante casa, em São Paulo, batemos um longo papo, rimos e petiscamos pães de queijo. Num clima totalmente agradável, eu e Caio Gallucci (fotógrafo da TAL) ainda papeamos um pouco com Ary Brandi, grande fotógrafo e marido da atriz.
Você é jornalista, formada pela ECA (Escola de Artes Dramáticas da USP), e trabalhou por cinco anos como Assessora de Imprensa da Som Livre. Você pensava em seguir carreira?
Na verdade minha paixão sempre foi o cinema. Mas fazer cinema em 1974? (risos) Naquela época só tinha “Pornochanchada”, e se eu falasse ao meu pai que queria fazer, ele iria me chamar de louca. Então, um dia, uma amiga minha me “abriu portas” e comecei a trabalhar na Som Livre.
Na época da faculdade de jornalismo, você já era de um grupo de teatro, certo?
Sim, dentro da ECA tinha um grupo chamado Geteca, no qual eu fazia parte. Quando o grupo “Mambembe” precisou de uma substituição, meu amigo Douglas Salgado me indicou. Não tinha experiência nenhuma, porque o grupo da USP era amador, mas acabei entrando. Nele trabalhei durante cinco anos.
E do Mambembe para o Teatro do Ornitorrinco, onde você ficou por 5 anos, também foi indicação?
Foi. Chiquinho Brandão foi quem me indicou. Naquela época não tinha teste, isso só existe hoje. Tudo bem que era um musical, precisava cantar, dançar...
Naquela época você já cantava?
A gente sempre cantou nos espetáculos. Desde o primeiro que fiz: “Dom Quixote”, já era musical. E depois, com o Circo Grafitti, que a gente fundou em 1989, tinha mais música ainda!
O Circo Grafitti trabalha fundamentalmente com musicais e já recebeu 17 prêmios com a peça “Você Vai Ver o Que Você Vai Ver”. Outros espetáculos produzidos por vocês, como “Almanaque Brasil”, também tiveram sucesso absoluto de público e da crítica, além de acumularem prêmios.
Foi um plano de carreira atuar sempre em musicais e sempre estar envolvida com a comédia, ou foi acontecendo?
O artista não tem planos, não. A vida foi levando. Eu gosto muito de musical, mas é difícil fazer. Às vezes você encontra um bom cantor e bailarino, mas que não interpreta bem. E não é só cantar! As pessoas não têm noção da dificuldade que temos, e não dão valor algum, pensam que cantar, dançar e interpretar é fácil. Por isso que admiro demais a Claudia Raia e o Daniel Boaventura.
Você acha que o sucesso de uma peça sempre é conquistada pela junção dos trabalhos de produção, direção, texto e atuação do elenco?
Acho que não tem essa fórmula não, porque às vezes você tem tudo isso e não faz sucesso, só porque não tem ninguém de televisão... E, às vezes, não há ninguém famoso, e o espetáculo faz sucesso!
Há dois anos você está em cartaz com o espetáculo “De pernas pro ar”, que, aliás, o público taubateano poderá assistir no final de fevereiro/início de março. Como é a peça?
Ela tem um pouco do “Almanaque Brasil”, um pouco do “Gato Preto”... A gente fez uma compilação com a postura do “Almanaque”, colocando outras músicas, e é um espetáculo muito divertido!
Tomara que o Vale do Paraíba possa visitar Taubaté para assistir, e, em falar em visita, eu estou loucapara visitar Quiririm de novo, adoro aquela vila italiana!
Você é uma atriz super privilegiada, porque tem muitos trabalhos no teatro, na TV e no cinema...
É verdade. Só a personagem Morgana “me levou” para os três (TV, cinema e teatro).
Na TV, o “Castelo Rá-Tim-Bum” acho que foi desde 1993. Fizemos 90 programas que reprisam até hoje. Atingiu várias gerações. Foi um programa de grande sucesso na TV Cultura, que dava 10 pontos de ibope, às 19h, concorrendo com o jornal do SBT. Foi um escândalo!
Fiz também o filme, do mesmo nome, em 2000. E, no teatro, fiz a peça “A Saga da Bruxa Morgana e o Enigma do Tempo”, em 2006.
A Mamuska, da novela “Cor do Pecado”, foi um hiper sucesso também, a novela vendeu mais que “O Clone”. Eu não sabia disso. Amigos me falaram que sou conhecida no leste europeu (por causa de novela) e na Venezuela (por causa do Castelo Rá-Tim-Bum).
Você acabou de gravar o longa “Chico Xavier”. O que você está esperando da estreia, em abril?
Eu espero que seja um sucesso muito grande, porque existem muitos espíritas no Brasil. Declarados e não declarados são mais de 40 milhões. O Chico é conhecidíssimo, mas tem muita gente que é nova e não o conhece. Foi uma pessoa que realizou projetos, que continuam até hoje! Se você for lá em Uberaba (MG), verá o centro espírita, a casa de refeições, que recebe as pessoas e doa sexta básica, e ainda o museu dele, que é a casa onde morava. Tudo cuidado pelo Eurípedes, que continua com a obra.É impressionante, tudo funciona!
Daniel Fiho, diretor do longa, não é espírita. Depois de gravar o filme, ele não mudou de religião? (risos)
Ele ficou muito tocado. Se emocionou muito com a história do Chico Xavier, porque é um exemplo de ser humano, e não tem quem não se modifique com a historia dele. Só a vida dele já te faz perguntar: “Meu Pai, como ele conseguiu tudo que conseguiu, com tanta dificuldade, naquele fim de mundo, com aquela pobreza?”.
Ele trabalhou anos como funcionário público, para cuidar dos irmãos. Tudo que ele ganhava, ele dava. Totalmente desprendido. Ele não viveu neste mundo, ele transitava em outra esfera. Não vivia essa coisa material e sofrida.
Para você, por ser espírita, foi um presente...
Eu amei interpretar a “Cleide”, que acompanhou o Chico em tudo. Acabei indo para muitos lugares. Fora isso, adorei esse trabalho, também, porque o Daniel é muito legal, ele cria um ambiente adorável, saudável, agradável (risos). E coloca todo mundo no filme: a mulher do fotógrafo, o maquiador, o fotógrafo...Ele é uma pessoa muito inteligente!
São cerca de 35 anos de carreira. “Rosi Campos” não é apenas atriz, mas também produtora, roteirista e diretora.
Você está produzindo atualmente?
Sim. Estou com um projeto grande, que é “Morgana e a Família Real”. Era para ter sido feito no ano passado, mas ficou para este ano. Sabe como é, né, a gente tem projetos imediatos, a curto, a médio e a longo prazo (risos).
E também gosto de “botar a mão na massa”! Varrer palco, pegar cenário. Adoro essa parte de produção. É legal porque você não fica na mão de ninguém. Aliás, quem foram as atrizes que atravessaram todos esses anos e estão aí, maravilhosas? Fernanda Montenegro e Marilia Pera, que sempre se produziram!!!
Pode acontecer de uma peça não ganhar patrocínio e fazer um mega sucesso. Isso já aconteceu co você?
Com “As Sereias da Zona Sul” conseguimos patrocínio de 3 meses, e ficamos 7 anos em cartaz. Quando precisava viajar, eu que pagava as passagens. Eram 8 pessoas na equipe. Os produtores locais bancavam o hotel. Quando chegava na cidade, ainda tínhamos que pagar mídia. Só até aí já tínhamos gasto uns R$ 10 mil. E para conseguir esse valor na bilheteria? Se sobrar o ator ganha, se não...
Queridos, eu sei que foi na edição de Natal este bate papo delicioso, acontece que foram inúmeros pedidos, até que, então, resolvi postar hoje no blog...
Aproveitem!!!
Às 11h15min de um dia extremamente quente, na Cidade Maravilhosa, estava Luigi nos esperando, em sua casa, com aquele frequente sorriso no rosto. Tomou duas “coca-cola light” geladas, para “dar uma refrescada” antes do bate-papo. E lá fomos nós... Eu não cheguei a ficar nervosa, mas não nego que foi diferente a sensação de, naquele momento, “entrevistar um entrevistador”.
Luigi, você já entrevistou entrevistadores. Acha diferente? Te dá um “friozinho” na barriga?
Não, porque costumo observar muito meus entrevistados. Por exemplo, estou vendo que você tá “toda verão”, com roupa e batom coloridos, com brincos e anéis... (eu interrompo): “Mas hoje sou eu que tenho que observar, porque você é o entrevistado!”. Ele ri e comenta: “Mas você já ficou mais à vontade só de eu ter falado tudo isso, então é isso que faço sempre, deixar as pessoas à vontade. E procuro sempre ‘bater um papo’ com meu convidado, nada de ‘entrevistar’. Tem que saber ouvir também. E haver muita naturalidade”.
E com toda essa espontaneidade, você acaba “tirando” coisas das pessoas que outros entrevistadores não conseguem, não é?
Não é a minha intenção, mas às vezes acontece sim. Como, por exemplo, quando entrevistei a Fernanda Montenegro. Ela soltou uma “pérola”!
E você supervalorizou essa “pérola”?
Não, aquilo ficou só na nossa conversa mesmo. Eu nunca supervalorizo as coisas, acho que vira sensacionalismo, não gosto.
Eu li que a Andréia (mulher de Luigi) está satisfeita com dois filhos: Vittorio e Vicenzo, além da sua filha Rúbia. Também, que você ainda não sabe se quer mais, porque vocês se preocupam com essa coisa de o mundo estar com tanta violência e tantos problemas sérios com o meio ambiente. Na hora de decidir ter filhos, até onde você acha que esses fatores influenciam um casal?
Acho que ter filhos é uma coisa natural da humanidade. Mesmo que haja tantos problemas e medos, as pessoas acabam os tendo do mesmo jeito. Os filhos são uma continuação da gente. É uma forma de perpetuarmos os nossos genes. Nós estamos muito satisfeitos com nossos filhos e, por isso, não pensamos em ter mais.
Você é um pai presente?
Sou sim, inclusive hoje acordei mais cedo do que precisava e quis levar meus filhos à escola. Gosto de acompanhar suas atividades extras, como futebol, skate, ginástica olímpica, kart, etc. Aproveito e pratico com eles também (risos).
Seu filho Vicenzo é fã de Michael Jackson. Como foi a festa de oito anos que vocês deram a ele?
Foi com o tema do Michael, ele foi a caráter e dançou, deu um show... Eu incentivo muito aqui em casa, até porque eles têm veia artística. A festa foi idealizada por ele, e eu quis que fosse exatamente como ele a idealizou. Deu muito certo, foi uma festa linda!
A Andréia é sua empresária, e isto justifica, na minha opinião, todos os elogios que ouço sobre vocês dois. Qual de vocês administra a casa?
A Andreia administra a casa, com o meu aval. Ela gosta de me passar tudo que acontece na casa, e, como é minha empresária, me passa tudo que se passa na Produtora também. Sendo assim, acabo participando de tudo, e ajudo como posso. Gosto de saber o que acontece, e procuro estar muito presente. Ela me ajuda nisso, e sobra um 'tempinho' para que eu pratique meu tênis.
Já pensou em ter um “negócio”, em ser empresário?
Já pensei nisso sim, mas não sei... (Ele sorri, lembrando) Teve uma época em que eu engordei um pouquinho, e a agência (de modelo) não me chamava para trabalho (de publicidade), aí comecei a vender roupas, e deu muito certo! Eu vendia muito, tinha um bom dinheiro nas mãos todos os dias. As mulheres compravam e compravam... Em três meses, eu já tinha três revendedoras (ele ri).
Você estava fazendo comerciais, quando o diretor Geraldo Vietri te viu e te convidou para a TV. A partir daí, você nunca mais parou. Você acredita no “acaso”?
Não, acho que nós fazemos nossas escolhas. O Geraldo Vietri me abriu portas, mas eu também tive que ir atrás de tudo e batalhar, escolhi aceitar esse desafio e não parei mais. Por exemplo, hoje está sendo um dia muito feliz para mim, pelas minhas escolhas... Por ser meu dia de folga no “Vídeo Show”, poderia ter feito várias outras escolhas, mas eu quis levantar mais cedo, levar meus filhos à escola, jogar tênis, agora estou aqui, e às 15h tenho outro compromisso. Entendeu? Tudo está aqui ó (faz um gesto apontando para a cabeça).
Como foi interpretar “Jesus”?
Foi muito emocionante, fiquei muito envolvido e, na época do filme, eu trocava parábolas por telefone, com o Pe. Marcelo Rossi. Interpretei “Jesus Cristo” no teatro (“Paixão de Cristo”) e no cinema (“Maria, mãe do filho de Deus”). Só não fiz a Paixão de Cristo de Nova Jerusalém, mas já interpretei cinco vezes Jesus, pelo Brasil.
Você é cristão?
Sou místico.
Foi um presente interpretar várias vezes “Jesus Cristo”?
Sim, muito. Ele é o maior “personagem” de todos que já existiram.
Luigi fala de forma objetiva, e seus pensamentos são muito organizados. Ele me ouve, muito atento, quando preciso falar. Porém, seu jeito engraçado não esconde a sensatez e a maneira de ver a vida com tanta consciência e responsabilidade. Não é à toa que está com todo esse grande sucesso pessoal e profissional. É admirável!
Já tinham me contado que Luigi, além de ator e apresentador, também era um excelente imitador. Quando perguntei a ele se era verdade, soltou uma risada no mesmo instante, e começou a imitar Silvio Santos. Depois de muitas risadas, soltou seriamente: “Acho que desmaio se estiver frente a frente com o Silvio.”
Por quê?
Porque ele é fantástico! Era camelô e virou o maior apresentador, e um grande empresário! Por isso o admiro, ele é genial.
Bem que você poderia fazer algumas imitações no “Vídeo Show”. Que TAL?
(ele ri e tece outro comentário). Eu brinco que o Vídeo Show “são as melhores férias” que eu já tive, porque é muito bom trabalhar no Programa, muito leve. Me divirto muito com meus parceiros e amigos que tenho lá. O clima é muito bom entre a gente, é sempre descontraído. Não há mais nervosismo para trabalhar ali. No começo eu ficava parado uns trinta minutos (risos), me preparando para entrar ao vivo. Hoje em dia, não mais!
Além de suas várias qualidades, acho que sua marca registrada é o carisma. As pessoas comentam que gostam de você, que te acham muito simpático, mesmo sem conhecê-lo. Você sabia disso?
Que bom ouvir isso! Acho que o segredo está na espontaneidade, e também em procurar ser sempre verdadeiro com o telespectador.
Se você tivesse apenas mais um dia para trabalhar na vida, atuaria no cinema, na TV ou apresentaria o Vídeo Show?
Eu não faria nada no meu último dia de trabalho. Poxa, já é o último mesmo! (risos)
Sei que você está numa fase muito boa na TV, e feliz. Porém, já tem algum outro plano “dentro” da própria TV?
Tenho sim, a gente sempre tem né.
Luigi, você sabe que a CAPA que estamos fazendo é a de Natal. Você topa posar para a TAL com o gorro de Papai Noel?
Eu já vi os dois gorrinhos ali em cima da mesa (fala de uma forma muito engraçada, e depois ri). Vamos lá! Para quem já foi o Papai Noel da família por dez anos, o que é um gorrinho? (risos)
Muito à vontade e extremamente bem humorado, Luigi levanta-se para a seção de fotos.
Brincalhão, ele fica o tempo todo imitando “Silvio”, enquanto Flávio Jardim, fotógrafo da TAL, faz, aos risos, os cliques finais.