sábado, 30 de abril de 2016

Mãe de Isabella Nardoni está grávida de 8 meses

O país inteiro se solidarizou com as lágrimas de Ana Carolina Oliveira. Em março de 2008, sua filha Isabella Nardoni, de 5 anos, foi assassinada pelo pai, Alexandre Nardoni, e pela madrasta, Anna Carolina Jatobá. No dia da tragédia, antes de ser arremessada pela janela do 6º andar de um edifício na Zona Norte da cidade de São Paulo, Isabella sofreu muito nas mãos dos adultos que deveriam cuidar dela. Apanhou com uma chave tetra, foi asfixiada e, quando estava inconsciente, atirada com vida de uma altura de mais de 20 metros. Tudo isso enquanto passava o fim de semana com seus dois meios-­irmãos, Pietro, então com 3 anos, e Cauã, de 11 meses. Os responsáveis tentaram simular uma invasão, mas acabaram sendo presos e condenados - ele a 31 anos, ela a 26. 

É difícil imaginar dor maior que a de enterrar o próprio filho. No caso de Ana Carolina, havia várias agravantes, como a pouca idade da menina, a brutalidade dos assassinos e, sobretudo, a identidade dos criminosos, incluindo-se o próprio pai da vítima. A enorme exposição pública, porém, ajudou. "A comoção das pessoas me dava força", lembra ela. "Muitos choravam como se tivessem perdido o próprio filho." Ana Carolina começou a frequentar o Santuário do Terço Bizantino, do padre Marcelo Rossi, e causava aglomeração quando subia ao palco, a ponto de precisar sair pelos fundos. 

Na época, estava com 24 anos. Sua gravidez não havia sido planejada, e o relacionamento com Alexandre Nardoni acabou logo depois do nascimento do bebê. Custou a ela acreditar na participação dele no crime e mergulhou em uma torrente de perplexidade e sofrimento. "Chega uma hora em que a dor sufoca de tal forma que você precisa da ajuda de um profissional", conta. Recorreu a sessões de terapia três vezes por semana. Sua mãe, Rosa Oliveira, foi outro apoio fundamental. "Com o tempo, aprendemos a nos acostumar com a dor. Alguns dias, no entanto, são mais difíceis", afirma a avó de Isabella. Na segunda passada, a garotinha teria completado 14 anos. Na mesma data, Rosa pegou a filha e dirigiu até o litoral paulista para que as duas pudessem descansar. "Não comparo dores, por isso não me fiz de coitada achando que os meus problemas seriam maiores do que os dos outros", diz Ana Carolina. "Lutei para voltar a ser feliz, pois essa é a imagem que a minha filha tinha de mim." 

O marco da reconstrução de sua vida veio na forma de uma explosão de alegria dentro de um lugar inusitado: um banheiro público. Com vontade de ser mãe novamente, no ano passado deixou de tomar anticoncepcional. O sonho era compartilhado por seu marido, o administrador Vinícius Francomano, 29, com quem se casou depois da tragédia. Poucas semanas após as tentativas, o sinal de alerta se acendeu, com o atraso da menstruação. Sem avisar Vinícius, aproveitou o horário de almoço do trabalho em um banco (administradora, ela atua no setor de câmbio da instituição financeira) e foi a um shopping. Comprou um teste de farmácia e dirigiu-se a um dos toaletes. O exame deu positivo. A vontade era de berrar de contentamento, mas segurou a emoção na hora. "No auge dos problemas, achava que jamais iria me casar vestida de noiva e ter filho. A vida dá muitas voltas." 

Na época do assassinato, Ana Carolina estava namorando, mas o relacionamento acabou meses depois. Ficou solteira por quase dois anos, até conhecer o futuro marido em um bar de São Paulo. Na semana seguinte, ela foi a uma balada com amigas no interior do estado e o reencontrou por acaso. Ficaram juntos de vez. No começo da relação, ele se assustou com o assédio. Ana Carolina era reconhecida nas ruas. Algumas pessoas chegavam a pedir autógrafo e queriam posar ao seu lado para uma foto. "Entendo terem carinho, mas, na minha cabeça, não faz sentido tirar um retrato com alguém que ficou conhecido naquela situação." Apesar do desconforto inicial, o relacionamento prosperou. "Tem gente que fala que fui corajoso", conta Vinícius. "Mas amo a Carol, então foi natural seguir em frente."

Casaram-se em abril de 2014. Na cerimônia, realizada em uma catedral anglicana, Isabella foi rememorada no fim da troca de alianças e de beijos. "Não poderia deixar de lembrar de sua filha, que está no céu muito feliz assistindo a esta celebração", disse o reverendo Aldo Quintão. Em seguida, cantou a música gospel Faz um Milagre em Mim. "Realizo casamentos há sete anos. Esse foi o único em que vi todos os convidados chorando", lembra a cerimonialista Babi Leite. 

Um dos maiores desafios da psicologia diz respeito ao enfrentamento da perda de um filho, essa cruel armadilha do destino que reverte a ordem biológica. "Durante o luto, a pessoa revê a sua vida e as expectativas que projetou para si e para a criança", afirma Maria Helena Franco, coordenadora do Laboratório de Estudos e Intervenções sobre o Luto, da PUC de São Paulo. "Mas a exposição pública desse processo pode fazer com que ele se torne mais prolongado." Ana Carolina experimentou exatamente isso. O carinho das pessoas a ajudou a se levantar, mas trouxe também outras questões. "Se estava triste, me chamavam de coitada. Se sorria, era julgada por ter superado o luto." 

Hoje, Ana Carolina leva uma vida discreta. Nem sequer tem rede social. Durante a gestação, foi reconhecida apenas uma vez. "Uma mulher veio me dar parabéns e dizer que estava feliz por mim." Em comparação ao período de gravidez de Isabella, quando tinha apenas 17 anos, sente diferenças, como enjoos e inchaços. Por outro lado, aos 32, vive a experiência da maternidade tendo ao seu lado um marido. "Eu e Vinícius escolhemos todas as roupinhas, a decoração do quarto, a lembrancinha do hospital...", conta ela, com o sorriso largo que tanto lembra o da filha Isabella. "A Isa sempre me viu feliz - e é assim que estou hoje", complementa, orgulhosa de estar conseguindo reconstruir a própria história. Ana Carolina está no oitavo mês de gestação. Programa fazer parto normal. Dará à luz um menino, que vai se chamar Miguel. Em um sinal da maturidade com que superou sua tragédia pessoal, Ana Carolina não tropeça na dor inútil dos falsos paralelos: "Não encaro a segunda gravidez como uma substituição. Cada filho tem uma história".


TERAPIA, RELIGIÃO, FAMÍLIA E UM NOVO COMPANHEIRO A AJUDARAM A SUPERAR A FASE MAIS DIFÍCIL
FONTE: VEJA

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sexta-feira, 29 de abril de 2016

Crítica da Tal Revista - Espetáculo "Luzes e Sombras"

Quem a cada apresentação vem se destacando no cenário teatral da Região Metropolitana do Vale do Paraíba, Litoral Norte Paulista e Serra da Mantiqueira é o Grupo de Teatro Blasfêmias. Nesses seis anos de árduo trabalho, o grupo já conta com oito espetáculos, todos eles dignos de aplauso. O mais recente é Luzes e Sombras, assinado pelo dramaturgo e diretor Wladimir Pereira, criador e vanguardista da troupe. No elenco, os veteranos Claudio Viana (Lorenzo) e Mírian Caciji (Cândida). Também, a marcante presença do persuasivo Guilherme Martins (Pascual Puentes), que a cada apresentação nos surpreende com sua aprazível performance. O destaque da vez vai para o jovem Yago Pinheiro (Vicente), ator que promete muito nos espaços cênicos por onde o Blasfêmias passar.

Em Luzes e Sombras, temos uma encenação livre da básica divisão palco-plateia. O que se pode ver é uma soma de intimismo e cumplicidade entre as partes, compondo assim um todo aprazível. Enquanto o doméstico e o social do texto são representados pelos atores, o público não somente pode apreciar de forma bem próxima o conjunto da obra (texto, representação, figurinos, maquiagem, cabelo), como também somar essências que recaem à propriedade do que podemos chamar de “moderno”, com parcos fragmentos do fantástico e do absurdo. É possível perceber que o texto original é salvaguardado.  Em se tratando de texto, o conflito é bem direcionado aos agentes dramáticos, que desenvolvem harmoniosamente o atrito entre as oposições.

Há uma ponte entre essas essências: texto escrito (tema, personagens - Aristóteles); conteúdo (falar e dizer - Corneille); representação e performance (ator - Goethe); personagens do cotidiano (anjos e demônios – Diderot). Há um trânsito melodioso na representação propriamente dita. As cenas são dispostas isoladamente, cabendo aos atores obediência às linhas imaginárias, com e sem música de apoio. A sonoplastia proporcionou a ambiência necessária.

Ainda que a peça tenha sido apresentada em um espaço alternativo, a proposta de iluminação não é apenas a de clarear espaços. Toda ela traceja caminhos, focando-se com precisão. Operador e Mapa de Luz perfeitos para o local e o momento. Deste modo, a iluminação deve ser destacada, porque muito bem conduzida. Ela possibilitou aos atores quebrarem técnica e elegantemente todas as paredes do ambiente, lançando-se no vácuo do tempo e nos transportando a espaços da “quase neutra” Espanha da Segunda Guerra Mundial.

Num jogo temporal, podemos nos tornar, como as personagens, agentes político-ideológicos, visto que nossa análise crítica pode ir para além da narrativa e da própria representação. Como a história nos conta parte da História Mundial, não nos limita a apenas viajar sobre as possibilidades do todo, mas ao todo das possibilidades. Isto é, podemos assinar conjuntamente a paráfrase que nos é proposta pelo autor-diretor e apresentada pelos atores. Há precisão incisiva no coletivo da obra.
Os figurinos apresentam-se delineados e referenciados. As cores dos masculinos (neutros) e dos femininos (vivos) dividem e somam o real e o imaginário. Agradável também é o resultado de estudo de época e a preparação dos atores: representação e dança. Há sequência lógica à narrativa, ainda que ela não se proponha horizontal. Neste específico, talvez alguns momentos de “horizontalismo” presentes nas personagens Pascual Puentes e Cândida possam ser revistos. Também, o “time” de algumas falas. Há longitude no procedimento. Como a temporada da peça revela artifícios, a pergunta é a seguinte: “Tudo isso é proposital?”

No geral, percebemos que a relevância e a excelência esperadas já estão encaminhadas. A equipe soma paixão e técnica, elementos essenciais às apresentações. Neste sentido, temos que nos lembrar de todos os componentes do grupo (atores e técnicos), que ditam o coletivo da apresentação. Para finalizar, um elogio à bailarina Marcia Cristina Rodrigues, como Madame Naná. Ela foi realmente uma participação especial. Amei vê-la, Espanhola!

JOÃO D’OLYVEIRA
Ator e Diretor
MTb-DRT Nº 32920-SP
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quinta-feira, 28 de abril de 2016

10 mitos sobre o Imposto de Renda que podem te confundir

A Declaração de IR acontece todo ano e pouca coisa muda de uma temporada para outra, mas ainda assim alguns mitos sobre o Imposto de Renda insistem em rondar e confundir os contribuintes. Entre eles está a crença de que quem tem mais de 65 anos nunca é obrigado a declarar ou que a inclusão de dependentes na declaração sempre reduz o imposto a pagar. Veja a seguir alguns dos mitos mais comuns sobre o Imposto de Renda e evite que a falta de informação leve sua declaração à malha fina

1) Basta olhar seu salário para checar se você deve entregar o IR 
A somatória dos salários recebidos no ano anterior é apenas um dos itens que definem se você é obrigado ou não a declarar o IR.

Segundo a Receita Federal, deve declarar o IR quem registrou em 2015 rendimentos tributáveis que, somados, foram superiores a 28.123,91 reais. Ocorre que os rendimentos tributáveis não se restringem a salários, eles incluem também aluguéis, aposentadorias, prêmios, pensões, pagamentos de serviços recebidos por profissionais autônomos, entre outros.

Além disso, existem diversas outras regras de obrigatoriedade de entrega do IR. Também deve declarar quem recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte (como indenizações trabalhistas ou doações) cuja soma foi superior a 40 mil reais em 2015; ou quem tinha, em 31 de dezembro de 2015, a posse de bens, que, em conjunto, valiam mais do que 300 mil reais.

Existem ainda outras regras mais específicas, como a realização de operações em bolsa. Se o contribuinte se encaixar em apenas uma dessas regras, ele já é obrigado a declarar o IR. Por isso, vale a pena conferir todas as condições que podem te obrigar a entregar o IR para evitar punições, como a multa mínima de 165,74, aplicada a quem é obrigado a declarar e deixa de apresentar o formulário. 


2) Quem não é obrigado a declarar, deve esquecer o IR por completo 
Quem não se enquadra em nenhuma das regras de obrigatoriedade da entrega do IR, também pode entregar a declaração à Receita. Inclusive, a entrega pode até ser recomendável, já que ao preencher o IR o contribuinte pode obter a restituição. 

Para checar se vale mesmo a pena declarar, é preciso avaliar se no ano passado os rendimentos recebidos tiveram alguma retenção de IR. Em caso positivo, é recomendável fazer a declaração para que o valor retido seja restituído. Uma boa dica para eliminar a dúvida é preencher o programa do IR e observar se você teria direito à restituição no quadro que fica no canto inferior esquerdo do programa. 

A entrega também pode ser interessante para quem precisa de comprovação patrimonial para realização de empréstimos ou financiamentos, já que instituições financeiras costumam solicitar a Declaração de IR para comprovação de renda. 

3) Declarar dependentes é sempre vantajoso 
Ao declarar um dependente no IR é possível deduzir os gastos que você teve com ele em 2015, como despesas médicas e com educação (veja quais gastos são dedutíveis). Com isso, o titular pode reduzir sua base de cálculo do IR, que é a soma de todos os rendimentos, menos as deduções permitidas e o montante usado pela Receita Federal para verificar em qual alíquota de IR o contribuinte se encaixa. 

No entanto, muitos contribuintes não sabem que ao incluir um dependente é preciso declarar também todos os seus rendimentos, como eventuais salários, bolsas de estágio e pensões alimentícias. Assim, esses rendimentos adicionais podem elevar o contribuinte a uma alíquota maior do IR. 

É preciso verificar, portanto, se o dependente vai acrescentar mais rendimentos ou mais despesas à declaraão do titular para avaliar se vale a pena incluí-lo. Para fazer essa avaliação é recomendável preencher a declaração com e sem o dependente para que o programa mostre qual opção é mais vantajosa (veja quando incluir dependentes no IR vale a pena). 

4) Quem tem mais de 65 anos não precisa declarar 
O contribuinte com mais de 65 anos também deve declarar o IR caso esteja enquadrado nas regras de obrigatoriedade da Receita. Por mais que ele seja aposentado, se ele tiver recebido rendimentos tributáveis superiores a 28.123,91 reais em 2015 – como aluguéis ou salários, caso ele tenha voltado a trabalhar – ele deverá declarar. 

A única diferença é que, a partir dessa idade, as aposentadorias que foram inferiores a 1.787,77 reais por mês até março de 2015 ou inferiores a 1.903,98 reais entre abril e dezembro de 2015 são isentas de Imposto de Renda. A isenção vale tanto para benefícios provenientes de planos de previdência privada, como para a aposentadoria oficial, paga pelo INSS. 
 Caso os benefícios, somados, superem esses valores, o que exceder o limite de isenção é considerado rendimento tributável pela Receita. 

5) A declaração simplificada é sempre a melhor opção 
A declaração simplificada garante um desconto único de 20% sobre a base de cálculo do IR, limitado ao teto de 16.754,34 reais. Assim, se os gastos dedutíveis registrados pelo contribuinte em 2015 forem superiores a esse percentual ou valor, é mais vantajoso preencher a declaração completa para obter um desconto do imposto.

Além disso, por mais que o contribuinte opte pela declaração simplificada, ele ainda é obrigado a reportar à Receita pagamentos de aluguéis, serviços médicos e eventuais honorários pagos a profissionais autônomos. 

Novamente, é recomendável incluir todos os gastos dedutíveis na declaração para que o próprio programa do IR indique qual forma de preenchimento é mais vantajosa (veja quando optar pela declaração completa ou simplificada). 

6) Pais, avôs, netos e sogros sempre podem ser declarados como dependentes 
País e avôs só podem ser incluídos como dependentes na declaração se tiverem recebido rendimentos inferiores a 22.499,13 reais em 2015, tributáveis ou não. 

A inclusão de sogros como dependentes segue a mesma regra, mas conta com uma restrição adicional: eles só podem entrar na declaração caso o contribuinte também inclua seu cônjuge ou companheiro como dependente. Se o casal preencher a declaração separadamente, cada um só poderá incluir como dependentes seus próprios pais. 

O neto só pode ser incluído como dependente no IR dos avós se eles tiverem a sua guarda judicial e se ele estiver enquadrado nas mesmas regras válidas para a inclusão de filhos: ter até 21 anos de idade ou qualquer idade, se incapacitados física ou mentalmente para o trabalho; ou ter até 24 anos de idade e cursar nível superior ou escola técnica de segundo grau. 
Veja as regras para inclusão de dependentes no IR 2016 

7) Preços de imóveis e carros podem ser atualizados a valor de mercado 
Bens como imóveis e carros devem sempre ser declarados por seu custo de aquisição, e não podem ser corrigidos por índices de inflação ou por eventuais valorizações de mercado. 

Caso o imóvel seja vendido com lucro, a diferença entre o valor de aquisição e o de venda será tributada em 15%. Como a Receita arrecada mais imposto mantendo o custo de aquisição, essa é a regra aplicada. 

O custo de aquisição do imóvel só pode ser modificado se o contribuinte realizar benfeitorias, como reformas (veja as regras para declarar reformas no IR), ou se o imóvel for comprado por financiamento. 

Em caso de financiamento, o contribuinte deve declarar apenas o valor efetivamente desembolsado pelo imóvel e a cada ano, conforme as parcelas forem pagas, o valor deve ser modificado no campo "Situação em 31/12/xxxx" para que seja informado sempre o saldo já pago, até que o imóvel seja quitado. 

Confira a matéria completa sobre a declaração de imóveis no IR

8) A Receita só monitora suas despesas e rendimentos 
A Receita Federal observa todas as movimentações que geraram variação do patrimônio do contribuinte ao longo do ano de referência. Ela não monitora, portanto, apenas as despesas e rendimentos, mas também a posse de bens e direitos, para checar se a renda declarada pelo contribuinte é compatível com a compra ou posse dos seus bens, e flagrar eventuais omissões. 

Assim, contribuintes que estão obrigados a entregar o Imposto de Renda devem necessariamente declarar a posse, compra ou venda de imóveis e veículos, independentemente do valor. 

Também devem ser declarados bens cujo valor de aquisição tenha sido maior do que 5 mil reais, como joias e quadros, além de saldos em conta corrente e em aplicações financeiras superiores a 140 reais (confira tudo que você deve declarar no IR). 

9) Se eu deixei de declarar um imóvel e não caí na malha fina em 2015, nada vai acontecer 
Conforme mencionado no item anterior, bens como imóveis e veículos devem sempre ser declados no IR. Por isso, se um carro ou imóvel não foi informado em formulários passados, por mais que a Receita não tenha retido a declaração na malha fina, é recomendável fazer as declarações retificadoras para inclusão dos bens não informados. 

Segundo Rodrigo Paixão e Thiago Mirales, sócios da Atlas Tax Consulting, a omissão desses bens pode não apenas levar o contriobuinte a cair na malha fina, como pode gerar problemas maiores. Caso a omissão seja classificada como má-fé, o contribuinte pode receber multas de até 150% do valor do imposto. 

Vale ressaltar que a Receita consegue checar omissões e erros referentes às declarações dos últimos cinco anos. Portanto, os contribuintes que compraram bens e não declararam em formulários passados devem retificar todas as declarações até o ano de 2011 (confira em mais detalhes como retificar a declaração e enviá-la à Receita). 

10) Participantes de sociedades e cooperativas sempre devem declarar 
O contribuinte que em 2014 adquiriu participação em uma sociedade anônima ao comprar uma ação da empresa, por exemplo, ou se associou a uma cooperativa, só precisará declarar essas participações no IR caso o valor de sua cota ultrapasse mil reais. 

Veja o passo a passo para preencher sua declaração no guia especial de Imposto de Renda de EXAME.com.

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quarta-feira, 27 de abril de 2016

INAUGURAÇÃO DIA 3 MAIO (JACAREÍ/SP)

O que o aeroporto de Hamburgo, na Alemanha e o de Viracopos, em Campinas têm em comum? Resposta: A ACO (Central de Operações e Abastecimento da América do Sul)!

Ela é líder global em tecnologia de drenagem, e, há 70 anos desenvolve soluções para drenagem profissional, pré-tratamento, retenção e liberação controlada, além da reutilização de água. O Grupo ACO inaugura no dia três de maio sua Unidade Produtiva e a Central de Operações e Abastecimento de toda a América do Sul, com 31 colaboradores. A fábrica também é a primeira da América Latina, localizada em Jacareí (SP). 


Tecnologia e Cultura de Drenagem
O projeto da fábrica está previsto há dois anos e a execução da instalação foi realizada em pouco mais de três meses. O Grupo ACO enviou especialistas e todo expertise e tecnologia alemã foram colocados à disposição do time brasileiro. A instalação do maquinário e o mapa da área produtiva obedeceram aos padrões de qualidade e confiabilidade internacionais: de fevereiro a maio, medições e testes responderam aos índices de conformidade, confiabilidade e rendimento planejados. Outro ponto importante foi o investimento da empresa no desenvolvimento local. A ACO mapeou fornecedores e orientou-os de forma a garantir a confiabilidade da matéria-prima utilizada na nova fábrica. A ACO Brasil produz sistemas de drenagem das famílias ACO Monoblock®, ACO Multidrain® e ACO Self®. “A empresa desenvolveu a cadeia local para conferir sustentabilidade ao processo produtivo e ajudar a aquecer a economia regionalmente. Isso é parte da política da ACO e também faz parte do propósito de nossa história ao longo dos cinco anos em que estamos aqui”, afirma o engenheiro e diretor da ACO Brasil, Fernando Hermann Wickert. 


Desde sua fundação em 2010, a ACO Brasil registra crescimento médio, nos últimos dois anos, de 30% ao ano. A nova fábrica tem uma área de 10.000m2 e capacidade produtiva de 2.200 toneladas/ano, o que equivale a mais de 62.000 peças produzidas. O desafio agora é a redução do leading time, otimização do estoque local e de custos com importação e transporte, contribuindo para diminuir emissões de carbono. 

O Grupo ACO A empresa foi fundada em 1946 por Josef-Severin Ahlmann. Com uma cultura interna muito forte, a ACO conta com 4.200 funcionários em mais de 40 países (Europa, América do Norte e Sul, Ásia, Austrália, África), 30 unidades produtivas, em 15 países. É líder de mercado mundial em tecnologia de drenagem e desenvolve soluções em concreto polímero, plástico, ferro fundido, aço inoxidável e aço galvanizado. O portfólio de produtos reflete o foco em desenvolver tecnologia, design, longevidade e eficiência em processos altamente tecnológicos ou de manufatura, utilizando a expertise de técnicos e especialistas de países do mundo todo, que se dedicam para pensar em soluções que incluem sistemas de drenagem, separadores de óleo e gordura, sistemas de bloqueio de refluxo de água, bombas, entre outras soluções. 

Uma empresa que nasceu familiar e preserva essa característica de ‘proximidade no tratamento’ no DNA até hoje, e mantém sua sede em Rendsburg, na Alemanha. É lá que o Grupo também possui um prédio de 22 mil metros quadrados da antiga fundição Carlshütte, a ACO Wagenremise (400 metros quadrados), o parque histórico de 80 mil metros quadrados e locais públicos da cidade de Büdelsdorf como “janelas de arte” do norte da Alemanha para o Mundo. Edifícios históricos, árvores antigas e todo o complexo fez do local, ao longo dos anos, referência especial para exposições, concertos, leituras, performances teatrais e exibições de filmes, o que já foi a primeira empresa industrial de Schleswig-Holstein. Mostras anuais como a NordARt Kunstwerk Carlshütte expõem mais de 200 artistas internacionais, selecionados por um júri, que apresentam um panorama abrangente da arte contemporânea. 

“A ideia de investir no Brasil foi planejada, gestada e conquistada em cinco anos de trabalho, mas jamais existiria a ACO Brasil sem a possibilidade de que pudéssemos instalar uma fábrica aqui. Driblar a crise é uma tarefa árdua, mas desde o início a empresa registra média de crescimento muito alta, mantém metas e orienta o negócio para contribuir com a formação da cultura de drenagem na América do Sul: ensinar a cuidar da água, utilizando produtos de excelência e baixo custo de manutenção”, explica o diretor da ACO Brasil. 

A demanda por água deve crescer 55% até 2050, segundo a Unesco. Mais de seis bilhões de pessoas viverão em áreas urbanas, de acordo com as projeções do Relatório Mundial das Nações Unidas sobre Desenvolvimento de Recursos Hídricos, divulgado em 2015. Esse aspecto demanda projetos e obras pensados pragmaticamente para manter ciclos de água limpa na indústria, agricultura, transporte e comércio, e proteger o meio ambiente. A ACO oferece soluções para a gestão de águas pluviais, água de superfície (depositada no pavimento), água industrial (utilizada em processos fabris) ou água residual (misturada com materiais como óleo, metais pesados, entre outros). A empresa atua em obras de infraestrutura como rodovias, portos e aeroportos com a linha ACO Drain, obras residenciais e em condomínios com a linha ACO Casa & Jardim e em 2016 lançou uma nova linha de produtos no Brasil: ACO Building Drainage, voltada para drenagem higiênica em ambientes industriais de processamento de alimentos e de bebidas, assim como em cozinhas profissionais. 

Além de separadores de água e óleo, canais de concreto polímero ACO garantem segurança em mais de cem mil metros lineares de drenagem externa em locais como o túnel do Anhangabaú (SP), aeroportos de São Gonçalo do Amarante (RN), Galeão (RJ) e Viracopos (SP); nas rodovias Dom Pedro, Imigrantes e Cônego Domênico (SP), rodovia Freeway (RS), porto de São Sebastião (SP), no autódromo de Interlagos e o circuito Indy 300 (SP). A ACO também está nos estádios que sediaram a Copa do Mundo em 2014 como o Maracanã (RJ), o Castelão (CE), obras dos parques olímpicos e de infraestrutura na cidade do Rio de Janeiro, que se prepara para sediar as Olimpíadas de 2016, além de indústrias, postos de combustíveis e obras residenciais. 

A empresa alemã é líder mundial em soluções de drenagem, com um faturamento estimado em 705 milhões de euros em 2015. Estabelecida no Brasil desde 2010, a sede nacional fica na cidade de Jacareí (SP), no Polo Industrial Municipal. A marca já influencia o dia a dia de milhares de brasileiros em aeroportos, rodovias, portos, shopping centers, vias, residências, estádios e centros esportivos de excelência no país. 

Informações: Suzana Esper (11) 98134 4218



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segunda-feira, 25 de abril de 2016

Preparação para o Parto

A preparação para a maternidade diminui a ansiedade e o medo deixando as mães mais confiantes e saudáveis. O período gestacional é o período mais rico e intenso de vivências emocionais. Ele trás, para o relacionamento familiar, novas atitudes e responsabilidades. Para a mulher, essas transformações são irreversíveis. Ela deixa de ser independente e passa a assumir um compromisso de uma vida inteira com outro ser humano.

Como evento biológico, se nada ocorrer de errado, nove meses depois essa gestante vai parir, mas não necessariamente se tornará mãe, psicologicamente falando. Para que se torne mãe, a gestante precisa, segundo Navarro (20001), aceitar a gravidez; aceitar a realidade do feto e o feto enquanto uma pessoa separada; reavaliar e reestruturar a sua relação com os próprios pais; com o companheiro; sua própria identidade de mulher. Tão importante quanto o acompanhamento médico pré-natal é a assistência e orientação psicológica à gestante. Cada um contribuindo para a saúde física e mental tanto da mulher quanto do futuro bebê. 


Clínica CAIF - "Clínica de Atendimento Integrado à Família"
Profissionais e serviços prestados:
- Psicologia;  

- Especialista em Transtorno Alimentar;
- Especialista em Terapia Cognitiva;
- Laudo para Cirurgia Bariátrica; 
- Avaliação psicológica; 
- Avaliação para Porte de Arma

Serviço:
Centro Empresarial Pedra Negra

Rua Barão da Pedra Negra, 500 - Sala 13/1º Andar - Centro, Taubaté - SP
Tel.: (12) 3631-8475 



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domingo, 24 de abril de 2016

Dica de Beleza: Como devo Lavar os Cabelos?

A Revista TAL conversou com Érica Gomes, do Salão "Beleza em Três Tons". Ela nos deu uma SUPER DICA de como devemos lavar nossos cabelos, sem danificá-los: Colocar o shampoo no COURO CABELUDO e lavar bem para tirar o suor e a oleosidade. Jamais colocar o shampoo direto nos fios. Importante também que não esfreguemos os fios, e sim o couro.

Ela garante que, dessa maneira, nosso visual ficará igual àquele de quando saímos de um salão... Espero que tenham gostado. Em breve mais dicas de beleza!!!

O whats do Salão para mais dúvidas é o (12) 99170-4464.

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terça-feira, 19 de abril de 2016

"Essa Língua Portuguesa!" - ONDE OU AONDE?

ONDE - Pense em localização (em que lugar). Onde? 
Expressa Lugar em que algo ou alguém está. Em alguns casos, NO QUAL, NA QUAL, EM QUE. 

Exemplos:
- Onde você está agora? 
- Vivemos em um país onde a corrupção é calamidade nacional. 
- Onde coloquei a minha bolsa? 
- Eu não me lembro onde deixei as chaves. 

AONDE - Pense em destino ou movimento (para qual lugar). Aonde? 
Expressa a ideia de lugar para o qual se vai. Em alguns casos, POR ONDE. 

Exemplos:
- Aonde você vai agora? 
- Por onde for quero ser seu par! 


Coluna assinada por JOÃO D’OLYVEIRA
Professor de Língua Portuguesa e Literaturas da Língua Portuguesa (MEC Nº 95.482-LP); Mestre em Linguística e em Comunicação (UNICSUL/UAM); Ator e Diretor (SATED-SP-MTb-DRT Nº 32920-SP).


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segunda-feira, 4 de abril de 2016

Chico Chico e Julia Vargas no "O Jardim Cultural" em Taubaté - SP

O #gastropub "O Jardim Cultural", de Taubaté, tem se destacado bem no cenário artístico-cultural da região. Dessa vez, os feras que eles trouxeram pra fazer Show foi o #trio Chico Chico, Júlia Vargas e Rodrigo Garcia, do Rio.

Aos amantes de Cássia Eller, aos amantes da MPB e aos amantes da música de qualidade, foi um grande presente ter podido assistir ao show "Semente Autoral" com Chico Chico (Francisco Eller), Julia Vargas e Rodrigo Garcia. Foram 2 dias (sábado e domingo), o espaço é muito intimista e a comida deliciosa. A casa permitiu apenas 150 pessoas, para que ficasse garantido o bom atendimento e um show bem pertinho do público, o que resultou numa noite impagável!
O repertório do trio é de um bom gosto ímpar, com arranjos maravilhosos e uma sintonia impecável entre os integrantes. O talento de Chicão, assim como o da mãe, é de deixar o público de boca aberta, além, é claro, de seu timbre (e trejeitos) lembrarem muuuuuito os da estrela Cássia. Júlia Vargas, por sua vez, uma cantora até então desconhecida do grande público, mostrou-se uma cantora (e INTÉRPRETE) da melhor qualidade, digna da trupe dos veteranos!

Parabéns ao bar O JARDIM CULTURAL e obrigada pela parceria com a TAL, a Revista que É!

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