quinta-feira, 20 de julho de 2017

Coluna MAIS MAIS Fortaleza: Avant Première do longa ONDE NASCEM OS BRAVOS

Realizado pelo STORYKNIGHT Audiovisual Entertainment Enterprise em associação com a JLS Comunicação e Editora, o Instituto Icapuí Filmes, a Toque de Midas Filmes, a MV Studios e a Escudeiro Produções Artísticas, o longa-metragem cearense do gênero Faroeste Brasileiro intitulado ONDE NASCEM OS BRAVOS (2017) é o prelúdio de uma trilogia cinematográfica sobre a saga do cangaceiro Alfinete e do pistoleiro Mumbaca, que terá continuidade em COMO VIVEM OS BRAVOS (2019) e QUANDO MORREM OS BRAVOS (2021). 



Abaixo, a entrevista na íntegra, que o colunista da TAL Revista - Raffael Barroso - fez com 
Daniell Abrew:
Esse roteiro é o primeiro de uma trilogia. Fale um pouco sobre a trama central que as envolve. 
"Gravado em formato Digital 4K e com recursos limitados de 6 mil reais, sem apoio de leis de incentivo, editais ou patrocínios, ONDE NASCEM OS BRAVOS foi possível através de parcerias e da colaboração de diversos atores e técnicos. As gravações foram realizadas em 2015 na Fazenda Pinhão, em Quixeramobim, onde estão localizados os estúdios da STORYKNIGHT Audiovisual Entertainment Enterprise, contando com o apoio logístico da Prefeitura Municipal de Quixeramobim, e na cidade de Fortaleza em 2016, nos estúdios da Toque de Midas Filmes. A trilogia é uma homenagem aos filmes B de Westerns, que eram direcionados, em sua grande maioria, para cinemas e público específicos."


O que te motivou a escrever esse roteiro? 

"A ideia surgiu no final de 2014 numa conversa por telefone com o Camilo Vidal. Nós havíamos finalizado há poucas semanas as gravações do 'O Clone de Deus', e eu retornei a Quixeramobim para descansar e me preparar para a pré-produção do 'O Dragão do Mar'. Depois de alguns dias, recluso na Fazenda Pinhão, eu recebo a notícia que a minha avó Teresa Reine, a qual havia atuado como presidenta do Brasil no 'Centopeia' em 2005, estava doente. Então eu voltei à Fortaleza para ficar com ela. Comigo, a vovó Teresa não queria conversar outro assunto senão a produção de um filme de cowboy no estilo John Ford. Ela chegou a se vestir diversas vezes como uma cowgirl e dizia que aquele seria o seu figurino.

Naquele período, eu não sabia o que dizer. Eu achava muito improvável desenvolver um Spaghetti Western no Ceará - nada vinha à cabeça! Quando ela melhorou, voltei à Fazenda para pôr- me novamente a descansar, mas estava muito inquieto com as ideias dela e liguei para o Camilo. Era final de janeiro de 2015, eu ainda não sabia o que fazer; apenas disse a ele que estava com muita vontade de gravar um Faroeste Brasileiro, que poderíamos convidar alguns amigos para participar, e que o período do Carnaval seria perfeito. Naquele momento, realizar outro longa, era como estar sentado sobre uma bomba-relógio: eu não sabia a história do filme, tinha menos de vinte dias para escrever um roteiro, pré-produzir, e tinha a saúde da vovó.

O descanso se transformou num inferno e, repentinamente, durante a ligação, me veio à associação de 'inferno' a um filme que marcou muito a minha infância, intitulado 'Inferno no Pacífico', uma obra-prima do John Boorman de 1968 protagonizada por Lee Marvin e Toshiro Mifune, onde um fuzileiro norte-americano e um oficial da Marinha japonesa, náufragos numa ilha deserta do Pacífico, duelam, já quase no final da Segunda Guerra Mundial. No final, nós chegamos à conclusão que o universo do faroeste para os Estados Unidos estava tal como o cangaço para o Brasil. 


A vovó faleceu dois meses após o término das gravações, no dia 09 de abril de 2015... A trilogia dos Bravos será dedicada a sua memória."


SERVIÇO:
Avant Première
Data: 29 de Julho de 2017
Horário: 10h00
Cinemas do Shopping Benfica – Fortaleza – Ceará 
Entrada Franca