quinta-feira, 19 de maio de 2016

SAÚDE: Dia Mundial do Melanoma, um dos tipos mais perigosos de câncer de pele

Nesse mês de maio também foi comemorado mundialmente, o dia do melanoma (11), a data chama atenção para os perigos do excesso de exposição solar à pele. Especialistas do IOV - Instituto de Oncologia do Vale, comentam quais as formas de diagnóstico, de prevenção e de tratamento da doença. 

O melanoma é um tipo de câncer originário de alterações dos melanócitos, células que produzem a melanina, substância responsável pela pigmentação da pele. Essas células também estão presentes na meninge, mucosas, e olhos, porém o melanoma mais comum é o de pele, sendo 91,2% dos casos. A estimativa do INCA, Instituto Nacional do Câncer é de que 5.670 novos casos sejam registrados em 2016, sendo 3 mil homens e 2.670 mulheres. A idade média ao diagnóstico é de 57 anos, porém, pode ser diagnosticado em qualquer idade, mesmo em crianças.

O melanoma se desenvolve por meio de mutações genéticas sucessivas dos melanócitos, que se inicia com atipia melanocitica, até chegar ao melanoma invasivo que, clinicamente, se apresenta com lesão de cores variadas desde castanho claro até a cor negra, de contornos irregulares com crescimento progressivo. “O melanoma corresponde a 4% dos cânceres de pele, sendo que estes representam juntos 25% de todos os tumores malignos no Brasil”, afirma a Dra. Ticiana Garcia, médica oncologista do IOV, Instituto de Oncologia do Vale.
Segundo a especialista, os principais fatores de risco são a exposição solar, principalmente quando causa queimadura, pele clara, história prévia de câncer de pele, histórico familiar de melanoma, nevo congênito (pintas escuras formadas pelo acúmulo anormal de melanócitos em determinadas regiões da pele) e xeroderma pigmentoso (doença genética na qual o portador possui uma dificuldade em reverter as agressões que a radiação solar provoca no DNA das células da pele).

“A prevenção deve ser feita evitando exposição solar entre 10h e 16h, utilização constante de métodos de proteção, como protetor solar FPS maior de 15 e uso de chapéu, roupa de manga longa e óculos escuros quando exposto ao sol”, afirma a Dra. Ticiana. Os principais sinais e sintomas do melanoma são: o aparecimento de lesão pigmentada irregular em pele previamente normal, acompanhada de coceira e descamação ou aumento de tamanho em lesão pigmentada pré-existente, com alteração de cor e forma.

A boa notícia é que a inovação nos tratamentos tem acompanhado o aumento dos diagnósticos e da incidência da doença. Neste contexto, é possível afirmar que, assim como a maioria dos tumores, o melanoma também pode ser curável se diagnosticado em fase inicial. A Dra. Fernanda Navarro, médica oncologista também do IOV, explica que o diagnóstico do melanoma é dado já por uma biópsia onde se retira toda a lesão. 

O tratamento subsequente à biópsia pode ser uma reabordagem cirúrgica, levando, se a doença estiver em estágio inicial, ao alcance de até 90% de cura. “Em alguns casos, o tratamento pode ser apenas esse. Em outros casos, mais complexos e analisados pelo oncologista responsável, pode-se acrescentar um tratamento com imunoterapia após a cirurgia e em casos de doença mais avançada metastática o tratamento com quimioterapia ou imunoterapia”, explica a Dra. Fernanda. 

A imunoterapia é um tratamento relativamente novo, que vem ganhando muito espaço, principalmente em tumores como o melanoma. Em casos de melanoma metastático, o tratamento é paliativo com intenção de aumento de sobrevida, alivio dos sintomas e melhora da qualidade de vida.
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